Operação em Planalto apreende 490 quilos de carnes clandestinas

Nesta terça, dia 10, foram apreendidas em torno de 490 quilos de carnes bovina, suína e ovina na cidade de Planalto, sudoeste da Bahia. A ação realizada foi uma operação conjunta entre o Ministério Público, a Vigilância Sanitária do município e contou também com o apoio da  Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB). 

De acordo com a ADAB, as carnes eram provenientes de abate sem inspeção e não estavam em condições ideais de refrigeração. A mercadoria estava à venda em estabelecimentos da feira livre local, onde foi identificada como imprópria para consumo humano, assim como é todo e qualquer produto de origem clandestina.

Cinco estabelecimentos foram vistoriados. Entre eles, dois açougues tiveram carcaças apreendidas. Em supermercados também foram identificados produtos de laticínio, como queijos, e embutidos fora da validade. 

Os estabelecimentos investigados foram notificados e  as mercadorias, apreendidas e descartadas. 

“As ações têm que ser pontuais e é também necessária a conscientização dos consumidores quanto a compra desses produtos”, diz Luiz Eduardo Ribeiro Pedreira, inspetor da ADAB. 

No Brasil existem leis pelas quais os fornecedores de carne precisam seguir quanto ao abate e comercialização do produto. A venda de carne clandestina é crime e põe em risco a  saúde da população.

Você pode ajudar neste combate, denunciando irregularidades aos órgãos públicos. Caso presencie o comércio de carne clandestina, denuncie na Vigilância Sanitária do seu município! Se souber de algum local onde se pratica o abate ilegal de animais, denuncie na ADAB! Não precisa se identificar.

Palestra educativa reuniu a comunidade de Belo Campo para discutir os perigos da carne clandestina

Foi dada a largada da campanha “Carne Clandestina, saúde em risco” que iniciou oficialmente suas atividades nesta quarta-feira, 14, em Belo Campo, região sudoeste da Bahia. A palestra educativa contou com a presença da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia – ADAB,  da Vigilância Sanitária, das secretarias da cidade, de sindicatos, de lideranças e da população.

O objetivo da reunião foi alertar a comunidade para os problemas que a carne de origem clandestina pode causar. Além dos problemas de saúde, o abate e o comércio ilegal de carne infringem leis ambientais e trabalhistas – uma vez que contribui com a degradação do meio ambiente e manutenção de empregos informais. 

“Muitas vezes o pessoal não sabe o que é errado ou o que é certo. Por isso, é importante reuniões como essa, em que mostramos o porquê da fiscalização. Não é só fiscalizar e punir, é mostrar o motivo”, diz Alex Dantas, veterinário da ADAB.

Também foram revisadas legislações tanto para o produtor, quanto comerciante. Os palestrantes se mostraram à disposição quanto às orientações. 

A palestra ainda abriu espaço para ouvir os sindicatos e as demandas do povo, discutindo problemas e buscando soluções para as carências da comunidade. Segundo Alex, a população tem o direito de cobrar os órgãos responsáveis. 

Caso, você consumidor, identifique estabelecimentos com irregularidades, João Paulo, coordenador da Vigilância Sanitária, orienta:

“Ligue para o número de atendimento (77) 3437-2016, ao entrar em contato, especifique o estabelecimento e o endereço. Se tiver algum produto lesado pode levar até à Vigilância. A denúncia é anônima.”

Lembre-se: você é o principal fiscal nesta luta.